Uma janela para a parede
 


Tan, tan, tan, tan...

Tan, tan, tan, tan…

 

Um passo para frente:

é o ritmo da música ou são os toques na porta?

Pela música dos passos

é o ritmo da porta

na que se bate, bate

a ver se entorta, entorta

 

Fez-se gente, volta porta

já não há ninguém

foi-se embora

ainda que

tan, tan

porta, porta

 

Quem passa agora?

Agora que cessou,

Si-len-ci-ou?

                                                     



 Escrito por Diogo às 22h31
[] [envie esta mensagem] []




Tantos amores vivi

nos olhares que cruzei

mas deixei

 

Quantos amores perdi

nos olhares que cruzei

e passei

 

Tantos amores

que já nem sei:

 

cruzei, passei

vivi, deixei...

 

 

(dá um medo quando sabemos tudo o que a vida pode ser, não é?)



 Escrito por Diogo às 00h52
[] [envie esta mensagem] []




TIO

Primeiro,

Os malabares

Descrevendo a trajetória

Por cima do carro

Diante de mim

 

Depois,

Passa o cara

A cara passa

Passam as mãos donas de seu vôo

Agora côncavas para mim

 

- fico em silêncio - não vejo mais nada -

 

Então,

Pelo retrovisor

Vazias as mãos

As costas se vão 

 

Por fim,

Vem o verde

E vou.



 Escrito por Diogo às 20h43
[] [envie esta mensagem] []






 Escrito por Diogo às 21h44
[] [envie esta mensagem] []




Derrube pelos mares

Que estão sob seus pés

Os sonhos que embalaram

Nossas noites de verão

 



 Escrito por Diogo às 23h35
[] [envie esta mensagem] []






 Escrito por Diogo às 20h14
[] [envie esta mensagem] []




Não há caixas

repletas de coisas passadas

 

Não há fotos

a me arrancarem lágrimas

 

Há o reflexo no qual me pego de surpresa e quase vejo você,

no qual já não me reconheço,

do qual, sim, escorre mais uma lágrima, mais tantas

 

Há apenas tudo aquilo que cabe em um segundo

E que vem com o vento, às vezes...

 

Há, talvez, todo o resto de você



 Escrito por Diogo às 21h19
[] [envie esta mensagem] []




Hoje já não mais tanta coisa

Já não tenho mais você

Quase acho que nunca tive

 

Hoje já não mais tanta coisa

 

Já não tenho mais amigos

Quase acho que nunca os tive

 

Hoje já não mais tanta coisa

 

Já não sei o que fazer

Quase acho que nunca o soube

 

Hoje já não mais...

tanta coisa



 Escrito por Diogo às 21h33
[] [envie esta mensagem] []




Sou um poeta pequeno

sem ritmo, nem métrica

 

Sou um poeta pequeno

sou baixo, falo quase do chão

 

Sou um poeta pequeno

falo do que dá asco, nojo, repulsa

 

Sou um poeta pequeno

falo sobre o que não se quer falar, nem ouvir

 

Sou um poeta pequeno

tão pequeno, mas tão pequeno...

...que me perco dentro de mim mesmo



 Escrito por Diogo às 15h49
[] [envie esta mensagem] []




O silêncio de meu rosto

esconde as secretas dores de meu coração

 

...nossa canção...

 

(revivo todas as lembranças)

 

Será que aqueles que me vêem

compreendem tudo que há

em meu sorriso esboçado

nesse mesmo instante?

 

“she makes Love Just like a woman, Yes, she does

and she aches Just like a woman

but she breaks Just like a little girl”

 

Essa foi nossa canção

 



 Escrito por Diogo às 21h28
[] [envie esta mensagem] []




AMOR ABATIDO

 

De quem são essas lágrimas?

 

(cristais delicados gravitando pelos ares do mundo)

 

Por quem caem essas lágrimas?

Por ela?

Pela falta que me fará?

 

Será que choro pela falta

que seu corpo me fará?

 

(escultura tão bem posta ao lado de meu ego disfarçado de amor)

 

Será que choro o retorno a mim mesmo?

 

(era tão bom crer nas certezas que fabricávamos juntos)



 Escrito por Diogo às 18h33
[] [envie esta mensagem] []




NÃO CONFUNDA A VIDA COM A SUA DOR DE BARRIGA

 

Quando estou triste

mas triste de não ter jeito

gosto de caminhar pelas ruas

cheias de gente

de carros

de prédios

de nadas

 

Não que isso me deixe mais feliz

 

(Já não me embebedo pelas ilusões exibidas)

 

Gosto apenas de sentir:

 

O mundo é tanto mais

que minhas tristezas

ou alegrias.

 

Depois,

sinto-me melhor

Não feliz,

melhor

 Escrito por Diogo às 18h20
[] [envie esta mensagem] []




Segue o link para uma resenha que fiz, sobre o livro "lavoura arcaica"

http://www.leialivro.sp.gov.br/texto.php?uid=18702



 Escrito por Diogo às 13h57
[] [envie esta mensagem] []




O poeta do amor

O músico do amor

E o amor do músico?

E a dor do poeta?

 

Por Paulo e Diogo, São Paulo, 17.05.2008.



 Escrito por Diogo às 12h45
[] [envie esta mensagem] []




Lá está ela,

lá estão elas.

 

Todas,

juntas.

 

Prontas a devorar-me o coração

com sua boca oculta.

 

Cicuta

 

Por Paulo e Diogo, São Paulo, 17.05.2008.



 Escrito por Diogo às 12h39
[] [envie esta mensagem] []


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
 


 Ultravagante
 Blog dedicado ao general Franco
 cosa nostra



 Dê uma nota para meu blog